Brasileiro gosta de reclamar da noção errada que fazem do país da gente lá fora. Basta falar “Brazil” e os gringos todos citam carnaval, samba, mulher bonita e futebol. Eu detesto Carnaval, não sou o maior fã de samba, conheço umas mulheres brasileiras bem feias (e umas lindas, claro), mas sempre vou ter a sobriedade de aceitar que o Brasil é mesmo o país do futebol – e que esse mito nós alimentamos com orgulho.

Uns meses atrás, eu estava numa missa, quando ouvi o bispo da cidade dizer que nós deveríamos ser mais fiéis, mas não “fiéis” no sentido da torcida do Corinthians, mas fiéis a Deus. Na hora eu me peguei pensando se, em Roma, no centro do Catolicismo, algum padre estaria falando alguma coisa parecida aos italianos, e me convenci de que não, isso era decididamente uma coisa brasileira.
O presidente fala de futebol o tempo todo, metaforiza com futebol, reclama da defesa do Corinthians em entrevistas, e acho mesmo que ele não está se fingindo de povão, mas sendo sincero. Vendedores de loja arriscam seu time na hora de tratar de negócios (hoje mesmo eu ouvi um cara me dizendo “então corinthiano, o preço tá baixo”, e aí eu disse que não levar mais nada), e ninguém jamais se ofende se você atravessa uma conversa sobre os resultados da rodada.
Mesmo com toda a apropriação que o mercado fez do futebol, mesmo com ingressos subindo e a queda da evidente da qualidade, ainda não conseguiram tirar o futebol do brasileiro. Nossa conexão com o esporte é uma instituição nacional, e eu ouso dizer que é a mais sólida de todas.

Uns meses atrás, eu estava numa missa, quando ouvi o bispo da cidade dizer que nós deveríamos ser mais fiéis, mas não “fiéis” no sentido da torcida do Corinthians, mas fiéis a Deus. Na hora eu me peguei pensando se, em Roma, no centro do Catolicismo, algum padre estaria falando alguma coisa parecida aos italianos, e me convenci de que não, isso era decididamente uma coisa brasileira.
O presidente fala de futebol o tempo todo, metaforiza com futebol, reclama da defesa do Corinthians em entrevistas, e acho mesmo que ele não está se fingindo de povão, mas sendo sincero. Vendedores de loja arriscam seu time na hora de tratar de negócios (hoje mesmo eu ouvi um cara me dizendo “então corinthiano, o preço tá baixo”, e aí eu disse que não levar mais nada), e ninguém jamais se ofende se você atravessa uma conversa sobre os resultados da rodada.
Mesmo com toda a apropriação que o mercado fez do futebol, mesmo com ingressos subindo e a queda da evidente da qualidade, ainda não conseguiram tirar o futebol do brasileiro. Nossa conexão com o esporte é uma instituição nacional, e eu ouso dizer que é a mais sólida de todas.
Vinício dos Santos
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